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O ovo é considerado um alimento nutricionalmente completo e ideal para o consumo. Com baixo valor calórico, é uma das poucas fontes exógenas de vitamina D e K, além de outras vitaminas e minerais que ajudam na homeostase do organismo.
E por ser uma proteína de origem animal, fornece os aminoácidos essenciais que nosso corpo é incapaz de sintetizar. A maior parte constituinte do ovo é a clara (60% do peso do ovo), rica em água e proteínas, principalmente albumina. A gema é responsável por 30-32% do peso total do ovo e é formada por água, proteínas e lipídios. A casca do ovo representa os restantes 10% de seu peso total. Entretanto, uma grande parcela da população ainda desconhece os benefícios do ovo e por isso precisa ser informada e esclarecida sobre a sua importância na manutenção da saúde e melhoria da qualidade de vida da população nas diversas faixas etárias.
A gema do ovo é uma fonte de luteína e zeaxantina, carotenóides antioxidantes que se acumulam na região macular da retina e têm função protetora. Além disso, o ovo é considerado excelente fonte de colina, nutriente essencial para a função normal das células.
Os estudos epidemiológicos sobre o consumo do ovo e os riscos de doenças cardiovasculares, apesar de existirem em grande quantidade, são ainda insuficientes para avaliar os riscos e benefícios do consumo do ovo. Apesar de este alimento possuir uma quantidade razoável de colesterol, vários estudos epidemiológicos não encontram nenhuma relação entre consumo de ovo e risco de doenças coronárias.
A recomendação de, no máximo, 300 mg/dia de colesterol dietético para prevenir níveis altos de colesterol sérico e doença arterial coronariana (DAC) é empregada muitas vezes para justificar a ingestão restrita a 3 ou 4 ovos por semana. Um ovo contém aproximadamente 200 mg de colesterol, mas deve se lembrar que é excelente fonte de aminoácidos, vitaminas e carotenoides. Segundo Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, para prevenção de aterosclerose e dislipidemias o consumo de colesterol por dia deve ser menor do que 200 mg.
Com benefícios e praticidade no preparo dos ovos, existem fracos indícios de exclusão deste alimento da rotina alimentar. O importante é equilibrar fontes de proteínas com preparo mais saudáveis além de estabelecer hábitos saudáveis com atividade física regular e dieta adequada as necessidades individuais.
Resumo dos Benefícios
Manutenção do peso: As proteínas deste alimento proporcionam a saciedade, portanto se a pessoa ingere ovos, sente-se satisfeita rapidamente.
Produção de força muscular: As proteínas presentes no ovo, além de fornecerem força muscular, auxiliam na diminuição da perda da massa muscular em idosos.
Gravidez: Para as futuras mamãs a gema do ovo é fonte de colina, que auxilia na formação do sistema nervoso central do bebé. Saiba que dois ovos têm aproximadamente 250 miligramas de colina, o que equivale a metade das necessidades do que a gestante ou a mulher que está amamentando precisa.
Função Cerebral: A colina é vital para manter a estrutura das membranas celulares em adultos. Além de ser fundamental para a transmissão das mensagens do cérebro, por meio dos nervos para os músculos.
Visão: O ovo contém os componentes luteína e zeaxantina, que previnem a degeneração macular, doença responsável por grande parte dos casos de cegueira em pessoas de terceira idade.
Pressão sanguínea: Há estudos que indicam que as proteínas presentes nos ovos podem ter efeitos similares aos inibidores ACE, medicamentos utilizados para tratar a pressão alta. Verificou-se que há vários peptídeos diferentes em ovos cozidos e fritos que agem como potentes inibidores ACE e as enzimas no estômago e no intestino delgado produzem esses peptídeos a partir dos ovos. Foi revelado que os ovos fritos têm maior índice de atividade inibidora ACE do que os ovos cozidos.
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