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Sair na chuva não pode. Mergulhar
no mar, nem pensar! Natação? Proibido! Se a escova e a chapinha
andam sufocando você, vista a camisa da nossa campanha pró-cachos
por Débora Lublinski fotos Caio Mello
As garotas que você está vendo aqui fazem parte de um time
que assume, sem hesitar, o cabelo cacheado. Coisa rara nos
dias de hoje, quando fios lisos e chapados se tornaram o
tal padrão de beleza. “Por muitos anos brigamos, disfarçamos,
amarramos e alisamos os nossos cachos. Está na hora de libertar
os caracóis e assumir a personalidade cheia de atitude que
está por trás deles”, instiga Lorraine Massey, autora do
livro Curly Girl (Garota cacheada) e sócia do salão nova-iorquino
Devachan. Lorraine e seu parceiro brasileiro Denis DaSilva
acreditam que as mulheres de cabelo enrolado estavam abandonadas.
“Muitos profi ssionais não sabiam como lidar com esse tipo.
Isso perpetuou um mito de que cacho é um problema”, afirma
Denis. Para dar fi m a esse estigma, você tem um papel fundamental
na campanha a favor das diferenças, que convida todas as
mulheres a respeitarem o próprio estilo. Afinal, como diz
Lorraine, o frizz – aquele eriçado que deixa a gente louca
nos dias de chuva! – nada mais é do que um cacho que precisa
de carinho, hidratação e direcionamento.
“Imagina uma ruiva com o cabelo comprido, enrolado, todo
armadão... Morria de vergonha de ser tão diferente quando
era menina! Hoje tiro proveito disso: por que ter um visual
certinho se ele não combina com a minha personalidade? Cortei
o cabelo, acentuei a cor, defini os caracóis e estou muito
segura e satisfeita com o resultado. Gosto de usar faixas,
grampos e lenços na cabeça. Os acessórios valorizam os cachos
e deixam o look mais divertido”.
Sara Teitelbaum, 30 anos, produtora de moda
solte os cachos e seja feliz!
PASSO 1
cortou, não encolheu!
O medo número 1 das garotas cacheadas é, sem dúvida, cortar
o cabelo. Elas têm motivo: ele pode “encolher” depois de
seco. Basta tirar dois dedinhos e os fios enrolam a valer.
Calma! Isso tem solução. Para alguns cabeleireiros, a melhor
técnica para esculpir os fios encaracolados é o corte a
seco. “Sem molhar a cabeça, fica mais fácil saber onde estão
as pontas ressecadas, que causam o excesso de volume e o
frizz, dois inimigos do cacho comportado”, explica Robson
Trindade, personal beauty do salão Red Door, em São Paulo.
Fábio Nogueira, cabeleireiro do Diva, em São Paulo, opta
pela navalha em vez da tesoura. “Gosto dessa ferramenta,
pois deixa o fio mais encorpado, o que dá melhor caimento”,
acrescenta. Fugir da base reta também ajuda. “Um corte em
camadas e um leve repicado nas pontas dão movimento e leveza
aos cacheados”, aposta Julio Crepaldi, do salão Galeria,
em São Paulo.
PASSO 2
hidratação na lavagem
Por causa do formato em espiral, o fio crespo tem uma tendência
natural a ser mais seco do que os lisos. Por isso, bom mesmo
é começar hidratá-lo já na hora do banho. “Um xampu com
ação hidratante ajuda a fechar as escamas do fio. Isso tem
efeito direto no brilho e no controle do volume”, diz Julio
Crepaldi. Um truque para quem sente a raiz oleosa com esse
tipo de produto: tente uma dobradinha com um xampu adstringente
(para cabelos normais a oleosos), aplicando-o apenas no
couro cabeludo. E, nesse caso, o condicionador vai só nas
pontas.
PASSO 3
definição sem babyliss
Caracóis perfeitos esculpidos no salão, é fácil. Mas fique
sabendo que dá para conseguir o mesmo efeito no dia-adia.
O milagre tem vários nomes: leave-in, creme para pentear,
finalizador, creme sem enxágüe. “Além de garantir ainda
mais hidratação, a maioria desses produtos leva na fórmula
algum tipo de silicone. Essa substância encapa o fio, facilitando
o desembaraçar, e neutraliza a carga elétrica, responsável
pelo eriçado”, afi rma Maurício Puppo, coordenador da pós-graduação
em cosmetologia das Faculdades Unicastelo de São Paulo.
E tem produto para todos os gostos (veja quadro na página
seguinte): os fios finos pedem consistência líquida com
fixação mais suave. Os grossos se dão bem com cremes mais
gordurosos e os ressecados devem evitar géis e mousses que
levam álcool na formulação. Depois, de espalhar o cosmético
no cabelo úmido, um gesto zás-trás faz a diferença. “Jogue
a cabeça para um lado, depois para o outro para soltar os
fios”, sugere Fábio Nogueira. Se quiser, pode lançar mão
do difusor. Com ele, o cabelo não arma. E um último, mas
importante aviso: não fique passando os dedos nos fios senão
os cachos se desfazem.
fonte: Boa Forma
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