Se você encontrar Daniele Suzuki no supermercado comprando frutas, legumes e verduras, não pense que é uma miragem. A um mês de completar 30 anos, a atriz, apresentadora do programa Tribos, no canal de TV paga Multishow, está dando adeus à comida trash e mudando seus hábitos alimentares. Chega de biscoito recheado e salgadinho de pacote, que ela adora... Ou melhor, adorava. A idéia agora é focar no saudável. “Preciso mudar”, decreta Dani. “Nunca fui de contar calorias nem saber a composição dos alimentos. Sempre comi o que quis. Mas a idade vai chegando, o corpo se modificando, a gente começa a engordar.”
Quem teve grande participação nessa reviravolta foi o ex-namorado e ator Ricardo Tozzi. “Ele me ensinou a gostar de queijo branco, de pão integral, a comer fruta e me fez prestar atenção na gordura saturada dos alimentos”, conta. Para comer legume e verdura, Dani apela para a sopa. “Se vier tudo batido, tomo numa boa. Não gosto de salada nem de folhas como alface, rúcula e agrião”, explica. É nesses momentos que entra em cena a cozinheira Suzette. “A cozinha é dela: eu só sei fazer macarrão e bruscheta”, avisa Dani. Aliás, massa é um dos seus pratos preferidos. Enquanto gravava a novela Pé na Jaca, em que vivia a personagem Rosa, seu cardápio era sempre o mesmo: macarrão na manteiga. “Ligava para o restaurante do Projac e nem precisava pedir. Bastava dizer que o almoço era para mim que eles já sabiam o que mandar.” Nessa nova fase, as frutas – principalmente maçã, banana e mamão – ganharam um lugar de destaque como carboidratos do bem. “Estou evitando pão, macarrão e arroz à noite porque dá barriga”, conta. Faz sentido: esses alimentos são calóricos para a última refeição do dia porque o metabolismo diminui e a queima de energia é pequena. A grande paixão da atriz é o chá verde. “Faz me sentir bem. Quando criança, tomava na mamadeira”, lembra. “Adoro chá de todos os tipos. Em casa sempre tem.” O hábito vem da cultura japonesa, origem de seu avô paterno. “Meu pai também fazia comida japonesa quando eu era pequena. Mas passei a comer sushi e sashimi mais tarde, ao começar a sair com os amigos para jantar fora. Minha mãe é brasileira e, assim como eu, não domina a culinária japonesa”, conta.
“Acredito que, com as mudanças na alimentação e fazendo exercícios com mais regularidade, chego aos 49 quilos, meu desejo”, anima-se. A boa forma que exibe hoje foi moldada pelo balé. “Comecei com 4 anos e me formei em dança clássica. Parei com 19 anos para investir na carreira de atriz.” Naquele momento, teve de apostar em outros tipos de atividade física para manter a forma: experimentou várias modalidades de dança (jazz, moderna, espanhola, contemporânea e sapateado), tentou ioga, natação e ginástica em academia. Não existe milagre. Dani só pôde comer o que quer até agora sem engordar porque malhou a vida inteira. Ou melhor, quase... Por ironia do destino, a época em que menos se exercitou foi quando participou do seriado Malhação. “Não conseguia fazer dança nem ir para a academia. Senti a maior falta”, lembra. Como ninguém é magra por acaso, na época a atriz engordou 4 quilos. “Foi aí que comecei a cultivar a Jurema” – apelido que Dani deu para a barriguinha recém-adquirida. “Tive que voltar a malhar e tomar muita sopa para acabar com ela.”
“Não gosto de personal trainer. Prefiro malhar sozinha”, diz. A atriz conta que não consegue manter uma rotina intensa de malhação por conta do trabalho como apresentadora do Tribos. “Como estou sempre viajando, me exercito durante as gravações (que normalmente duram cerca de três dias), quando experimento alguma modalidade esportiva.” O programa mostra as manias e curiosidades das várias tribos urbanas – desde motoboys e famílias circences até amantes do rafting, skate e outros esportes de aventura. A corrida, por exemplo, surgiu em sua vida há um ano, depois que participou, por conta do programa, de uma meia-maratona em Chicago (EUA). “Como eram 21 quilômetros, mais caminhei que corri. Mas me apaixonei e decidi aprender a correr de verdade.” A atriz se orgulha de outras aventuras que o trabalho lhe proporcionou. “Já mergulhei, fiz acrobacias malabares e circenses, me arrisquei em trekkings, escalei montanhas, andei de kite surfe, de bike, de snowboard e wakeboard e até saltei de pára-quedas”, conta, entusiasmada. “Do salto, eu gostei tanto que virei pára-quedista. A cada 15 dias, vou para a pista saltar. Adoro esportes radicais e não tenho medo do desconhecido. Pelo contrário, fico feliz em encarar um desafio.”
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