|
Segundo um estudo da Associação Americana do Coração, cerca de 40 % dos homens e 30 % das mulheres estão acima do peso. Sendo que 24 % dos homens e 27 % das mulheres são obesos.
Dr. Fernando Nobre, coordenador da Unidade Clínica de Hipertensão da Divisão de Cardiologia do HC de Ribeirão Preto, explica que a obesidade contribui para aparecimento de doenças de grande impacto à saúde. Pacientes obesos tem, usualmente, maior chance de se tornarem diabéticos, hipertensos, com alterações do colesterol, entre outras doenças.
A obesidade tem, mundialmente, se tornado uma epidemia. Isso é decorrente aos hábitos alimentares inapropriados com ingestão calórica abusiva e qualidade de alimentação inadequada.
A projeção, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), é mais alarmante. Avalia-se que até 2015, 10 milhões de brasileiros morrerão em decorrência de doenças crônicas originadas pela obesidade.
Que a obesidade é prejudicial à saúde, não resta dúvida. O que muitas pessoas não sabem é que o acúmulo da gordura no abdome pode acelerar e desenvolver doenças mais graves.
Uma pesquisa internacional mostrou que apenas uma minoria dos pacientes e que cerca de 60% dos médicos sabem que, quanto maior a cintura, maior o risco de ter um enfarte.
"A circunferência da cintura é uma medida muito importante do risco cardiovascular", disse o professor Sidney Smith, da Federação Mundial do Coração (WHF), com sede em Genebra. "Medir a circunferência da cintura fornece um indicador fácil e barato, que deve ser acrescentado a outras medidas de fatores de risco como a pressão arterial, os níveis de gordura e as taxas de glicose", afirmou ele num comunicado.
Dr. Fernando Nobre afirma ser anormal para os homens uma circunferência abdominal que ultrapasse os 92 cm e para as mulheres não é aceitável, uma circunferência maior que 88 cm.
A razão fundamental para o risco da obesidade abdominal está ligada ao fato de que há deposição de gordura intra-abdominal, "engordando os órgãos" igualmente ao que ocorre na parede do abdome. Isso compromete o funcionamento deles resultando em alterações, sobretudo metabólicas graves, conclui Nobre.
Fatores genéticos, associados aos maus hábitos, como o excesso da ingestão de alimentos ricos em gorduras e açucares, e o sedentarismo, são os principais responsáveis por estas alterações, afirma o professor Dr. Lourenço Gallo Júnior, da divisão de cardiologia, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP).
Profissionais da área da saúde são unânimes ao afirmar que a melhor maneira de prevenir a gordura abdominal e a obesidade é a adesão, desde a infância, aos bons hábitos de saúde: alimentação balanceada em proteínas, gorduras, açucares, vegetais e frutas, prática regular de exercícios, fazer tratamentos estéticos, evitar o excesso de bebidas alcoólicas e não iniciar o hábito de fumar.
Fonte: Revista Fisioforma
|