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A excessiva exposição ao sol na infância, principalmente
nos primeiros dez anos de vida, está comprovadamente associada
ao desenvolvimento de câncer de pele na idade adulta.
Um ou dois episódios de queimadura solar com
bolhas na infância, especialmente nas crianças de pele clara,
pode aumentar significativamente o risco de desenvolvimento de
câncer de pele na idade adulta.
É durante a infância e a adolescência que as
medidas de proteção solar devem ser mais intensas.
Estimule seu filho a seguir as medidas
básicas de fotoproteção.
A principal defesa contra os raios solares é a adoção conjunta
de várias medidas de proteção: limitar a exposição solar nos horários
de pico, usar roupas protetoras, ficar à sombra e aplicar freqüente
e corretamente os filtros solares.
2. Os filtros solares devem ser rotineiramente
utilizados nas crianças acima de seis meses, quando expostas
ao sol. Crianças abaixo desta idade não devem se expor ao sol,
pois são mais vulneráveis.
3. Os filtros solares devem conferir proteção
solar ampla, isto é: proteção contra os raios UVB (medido pelo
FPS), UVA e infravermelho (IV).
4. Fator de Proteção Solar (FTS) igual ou maior
que 15 é o recomendado para crianças e adolescentes em geral.
Em situações de exposição solar mais prolongada e nos casos de
crianças ou adolescentes com sardas e pele muito clara, usar filtros
solares com FPS de pelo menos 30.
Regras básicas para garantir uma boa
proteção com o filtro solar:
Passá-lo 15 a 30 minutos antes de se expor ao
sol em quantidade generosa e reaplicá-lo sempre após exposição
solar intensa ou ao sair da água.
Passar as férias na praia e voltar para casa com aquela corzinha
de fazer inveja é sonho de dez entre dez turistas de verão. O
problema acontece quando o tempo é curto e a exposição ao sol
acaba sendo longa demais. Resultado: vermelhões e ardência pelo
corpo todo, sem falar nos riscos de câncer de pele.
Para espantar essas preocupações junto com brisa, o primeiro passo
é escolher - e muito bem! - o seu filtro solar. Junto com a dermatologista
Noemi Weber Wahrhaftig, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia,
Minha Vida preparou uma seleção quentíssima de dicas que vão agilizar
suas compras, garatindo um bronzeado seguro e duradouro para este
verão. Confira a seguir a conversa, com tudo o que você precisa
saber sobre FPS, UVB, UVA e as milhares de siglas das embalagens
de filtros solares.
Como é calculado o FPS? Dá mesmo para
confiar?
O fator de proteção solar (FPS) é resultado de uma divisão. Os
cientistas dividem a energia de raios ultravioletas B (UVB) necessária
para produzir vermelhidão sobre uma pele protegida pela energia
ultravioleta necessária para produzir vermelhidão numa pele não
protegida.
A partir desse resultado, surgem os números impressos nos rótulos
dos produtos.
O que significa o valor do FPS?
Ele indica o grau de proteção da pele. Um FPS 15 mostra que você
está 15 vezes mais protegida contra os raios UVB do que se não
estivesse usando nada.
Qual a diferença entre UVB e UVA? Os
dois fazem mal à saúde?
A radiação solar é distribuída em comprimentos de onda que vão
do infravermelho até os raios ultravioletas. Os raios do tipo
C, por exemplo, são totalmente absorvidos pela atmosfera da Terra.
Já os do tipo UVA não são absorvidos e incidem direto sobre a
superfície terrestre durante todo o dia, causando manchas, flacidez
e rugas. Quanto aos UVB, são filtrados pela camada de ozônio que
envolve o planeta e, quando excessivos, são os responsáveis pelas
queimaduras e câncer de pele.
O FPS protege apenas contra os raios
ultravioletas do tipo B?
Isso acontecia antigamente, quando a preocupação principal era
prevenir os males mais graves, como câncer. Hoje em dia, os melhores
produtos contam com filtros anti-UVA e anti-UVB.
Como sei que fator é ideal para proteger
minha pele?
Um dermatologista é a pessoa mais indicada para fazer esta indicação
com segurança. Na dúvida, nunca use filtros com FPS abaixo de
15, não importa o tom da sua pele. No rosto e nas mãos, use fator
30 no mínimo, pois a pele é mais sensível a manchas e envelhecimento.
É verdade que existem protetores especialmente
criados para usar na praia?
Sim, eles são conhecidos por protetores físicos ou de barreira,
dissipam ou refletem a radiação ultravioleta e raramente causam
alergia. Também existem os filtros químicos, que absorvem a radiação,
não deixam que ela passe pela pele e devem ser utilizados em períodos
de longa exposição solar. Para uma efetiva proteção é aconselhado
um produto à base de componentes químicos e físicos.
Como descubro se meu filtro solar é químico
ou físico?
Basta conferir no rótulo. Os físicos contam com óxido de titânio
e óxido de zinco na fórmula. Já os filtros químicos incluem PABA
e outros componentes, como benzofenonas, salicilatos, ácido sulfônico,
parsol 1789, eusolex 2020 e cinamatos.
O que é melhor: um protetor apenas com
FPS ou com outros agentes?
É preciso levar em conta o objetivo do uso do filtro solar. Se
for para a praia, um com FPS adequado resolve. Já no uso cotidiano,
é interessante investir em outros agentes, principalmente se você
não tem muita paciência para passar vários cremes.
Preciso passar protetor nos lábios?
Sim, porque essa região é uma das primeiras a queimar. Se você
tem a pele muito clara e os lábios carnudos, a obrigação é dobrada
porque a pele da sua boca, provavelmente, é muito fina. E uma
dica: além dos lábios, os filtros em bastão são alternativas práticas
para proteger áreas estreitas, como orelhas, nariz e ao redor
dos olhos.
E os cabelos? Também precisam de proteção?
Os cabelos também precisam de proteção: boné, chapéu, viseira
ou cremes capilares com filtro solar. Os fios mais claros, tingidos
ou com luzes e reflexos sofrem bastante com a ação solar. A tendência
é que eles desbotem, percam a cor ou ressequem sem os cuidados
certos.
Quem tem a pele morena precisa de protetor
solar ou pode usar só o bronzeador?
Bronzeadores ou filtros com FPS abaixo de 15 não são aconselháveis,
por mais tolerância ao sol que sua pele tenha. Os riscos de câncer
aumentam com as loções bronzeadoras, sem esquecer as rugas e manchas,
que atingem qualquer um, sem distinção, e são prevenidas graças
aos filtros com proteção UVA.
Os autobronzeadores são recomendados
pelos médicos? Como usá-los?
O autobronzeador é uma opção para você ganhar uma corzinha sem
tomar sol. Esses produtos contém substâncias que escurecem um
pouco a pele. No entanto, é necessário fazer uma esfoliação antes
de aplicá-lo, para evitar que as células mortas causem um bronzeado
manchado. Alem disso, hidrate a pele depois e continue usando
protetor. Só tome cuidado com as as manchas (a aplicação deve
ser uniforme) e se você tiver um histórico de alergias.
O que significa PABA? Devo usar um protetor
solar com ou sem isso?
PABA é a sigla de ácido paraaminobenzoico, um dos primeiros ingredientes
de proteção usados nos filtros solares químicos. Mas muitas pessoas
apresentaram quadros alérgicos a essa substância, que também mancha
tecidos de algodão e sintéticos. Por isso, hoje muitos filtros
tem no rótulo: "não contém PABA" ou "PABA free".
E o tipo de pele interfere na escolha
do protetor?
Sim. Pessoas de pele oleosa devem dar preferência a filtros em
gel e sem óleo (muitas embalagem trazem a inscrição em inglês
oil free). Peles secas pedem loções cremosas ou cremes. Sprays,
que se espalham mais facilmente, são ideais para esportistas.
Principalmente no caso das crianças, cheque o rótulo para ter
certeza de que o filtro é à prova d água.
Na maioria das vezes, a mercadoria adquirida em camelôs ou na
praia é falsificada. E, neste caso, o barato pode sair caro. O
preço não é o melhor parâmetro para avaliar se os óculos que estão
sendo adquiridos são de boa qualidade . A população precisa se
conscientizar de que o custo social é alto quando se adquire um
produto pirata.
Os óculos de sol também figuram na longa lista
de produtos pirateados que são vendidos no Brasil. Dificilmente,
as lentes de um óculos falsificado contém filtros que bloqueiam
a luz ultravioleta. Em vez de proteger, podem causar lesões na
retina e até mesmo levar à catarata. Óculos vendidos no comércio
informal, sem consulta médica, são muito perigosos.
A pirataria, além de se apresentar como um perigo potencial à
saúde humana, dificulta, ainda, a aplicação do Código de Defesa
do Consumidor. A mercadoria falsificada é oferecida no mercado
informal, o que dificulta a identificação e responsabilização
do vendedor ou do fabricante e a comprovação da compra, por não
haver emissão de nota fiscal. No momento em que compramos um
produto pirateado, rasgamos o Código de Defesa do Consumidor,
que é a forma do cidadão garantir seus direitos e participar da
sociedade de consumo.
Os óculos falsificados chegam bem mais baratos
ao mercado por não possuírem tecnologia capaz de filtrar os raios
UV. De acordo com estimativas da Associação Brasileira da Indústria
Óptica (Abiótica), as falsificações respondem por 50% do número
de óculos de sol comercializados no Brasil, hoje.
Efeitos do sol sobre os olhos
Em julho de 2007, a Organização Mundial de Saúde, (OMS), divulgou
relatório que aponta a morte de 60 mil pessoas por ano, em todo
o mundo, pelo excesso de exposição ao sol. Estima-se que mais
de 90% da carga global de doenças como melanoma e outros cânceres
de pele seja causada pela exposição à radiação ultravioleta, UV.
Apesar da radiação UV ter efeitos benéficos - basicamente, a produção
de vitamina D - em excesso, ela pode levar a uma variedade de
problemas de saúde, incluindo câncer de pele e catarata.
A entidade alerta que muitas das doenças e mortes
relacionadas à radiação UV podem ser evitadas através da adoção
de medidas preventivas. A OMS sugere que as pessoas limitem o
tempo no sol do meio-dia, procurem sombra quando os raios solares
estiverem mais intensos, usem roupas protetoras como chapéus e
óculos de sol, utilizem filtro solar com fator de proteção 15
(ou mais alto, de acordo com a pele) e, ainda, evitem o bronzeamento
artificial.
A incidência direta dos raios ultravioleta no
olho humano, ocasiona lesões oculares, que gradual e cumulativamente,
podem resultar na perda total da visão. As lesões oculares mais
comuns causadas pelo excesso de sol são a queda da percepção de
detalhes pela mácula - parte da retina responsável por esta função
- e a formação da catarata, problema ocular grave, de maior incidência
no mundo. Por isto, é fundamental utilizar óculos de sol capazes
de filtrar a incidência destes raios.
Os óculos apropriados
A utilização de óculos de sol cujas lentes não ofereçam proteção
adequada são considerados, mais perigosos do que simplesmente
não usá-los. O olho humano possui mecanismos de defesa naturais
que são inibidos pela escuridão proporcionada pelas lentes. A
pupila, que automaticamente se fecharia diante da luminosidade,
mantém-se dilatada por causa das lentes escuras. A reação natural
do ser humano de fechar os olhos é comprometida pela utilização
dos óculos de sol. Portanto, se as lentes não protegem os olhos,
os raios ultravioletas passam e afetam a retina mais severamente
do que se não estivéssemos usando nenhum tipo de lente.
A decisão de compra dos óculos de sol deve levar
em consideração, primordialmente, o nível de proteção contra a
radiação ultravioleta (UVA e UVB) que as lentes oferecem. Esta
informação deve estar disponível, no momento da compra, seja no
adesivo afixado aos óculos ou em livretos contendo informações
técnicas sobre o produto. O comprador deve exigir esta informação.
Além de saber o nível de proteção contra a radiação
ultravioleta, também deve ser observada no momento da compra a
adaptação dos óculos ao rosto. Deve ser dada preferência às lentes
que envolvam bem os olhos ou que impeçam a penetração de luz através
das aberturas existentes entre os óculos e o rosto.
A cor das lentes também está relacionada à redução
de problemas como enxaquecas, dores de cabeça e fotofobia. Cores
que provoquem pouca distorção da visão e das cores do ambiente,
como é o caso, de verde, cinza e marrom são as melhores indicações.
Bronzeamento artificial
Os olhos também ficam expostos aos raios ultravioletas nas câmaras
de bronzeamento artificial. Quando estamos sob lâmpadas de bronzeamento
artificial, precisamos bloquear os raios UV. Neste caso, os óculos
de sol não resolvem. Devemos, sempre, utilizar óculos especiais
de proteção para o bronzeamento.
Ao comprar óculos, seja de grau ou de sol, a melhor indicação
de saúde é procurar um profissional - evitando o comércio ambulante,
onde não há garantia de procedência - e exigir que as lentes tenham
proteção contra os raios solar UVA e UVB. E se ainda assim, persistirem
dúvidas, consulte sempre o oftalmologista, que está apto a fornecer
informações corretas, impedindo prejuízos à sua saúde.
Virgilio Centurion é oftalmologista, diretor
do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.
Não tem quem não goste de ter a pele bronzeada. Porém, não é todo
mundo que está disposto, ou ainda, tem a disponibilidade, de obter
uma corzinha através de horas de exposição ao sol. As técnicas
atuais de bronzeamento artificial dão a garantia da "cor
do verão" em qualquer época do ano.
Os métodos para se bronzear sem o sol variam,
mas são basicamente três: bronzeamento artificial feito em câmaras,
auto-bronzeamento e bronzeamento a jato.
O primeiro tipo tornou-se popular há alguns anos
e causou polêmica entre dermatologistas. A tonalidade morena é
adquirida por meio de câmaras que emitem raios ultravioletas (componentes
presentes no sol que causam o bronzeado). Dentre estes raios,
98% são de ultravioleta A e 2% de ultravioleta B.
Anos atrás, pesquisas apontavam que o responsável pelo câncer
de pele era o UVB, justificando assim, poucos riscos envolvidos
neste tipo de bronzeamento. No entanto, estudos atuais revelam
que os raios UVA também podem levar ao câncer.
Além disso, a dermatologista Luciane Scattone afirma que os raios
UVA têm a desvantagem de não causar a sensação de queimação na
pele. "A pessoa fica sem parâmetro para saber se está se
queimando muito ou não, então a pele queima mais e o risco de
câncer é maior, já que não existe a proteção adequada", ressalta.
Já os auto-bronzeadores, são cremes ou loções
que contêm dihidroxiacetona (DHA). Esta substância causa uma reação
química na pele, deixando-a com o tom bronzeado. O método não
causa tanta polêmica quanto o bronzeamento feito em câmaras porque
apenas "tinge" a camada externa da pele. A pigmentação
sai aos poucos (dura cerca de 30 dias) com o processo de descamação
e renovação natural da pele e não interfere em banhos de sol (recomenda-se
sempre o uso de filtro solar).
Luciane explica que os auto-bronzeadores não
causam danos à pele, pois eles só promovem a oxidação da camada
superficial. "O processo pode ser repetido sempre que necessário,
só recomendamos que a pessoa hidrate mais a pele", completa.
No entanto, a desvantagem das loções auto-bronzeadoras
é que algumas áreas do corpo são difíceis de serem aplicadas pela
própria pessoa, podendo originar manchas ou tonalidades diferentes
pelo corpo. É importante também, testar a cor do produto antes
de aplicar no corpo todo.
O bronzeamento a jato é feito em clínicas dermatológicas
especializadas e nada mais é que um aperfeiçoamento do auto-bronzeador.
Segundo a dermatologista, é uma técnica mais prática e fácil de
aplicar, mas o mecanismo é o mesmo.
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