No mês que marca a passagem do Dia Nacional de Combate ao Câncer
(27/11), dermatologista aborda a importância do auto-exame da
pele.
Ele já foi chamado de câncer da vaidade, por estar ligado à busca
pelo bronzeado perfeito. Hoje, já se sabe que o câncer de pele
nem sempre decorre de excessivos banhos de sol - embora esses
elevem consideravelmente os riscos de desenvolvimento da doença.
“Estamos continuamente expostos à radiação ultravioleta, mesmo
em dias nublados. Além disso, há grupos mais vulneráveis, como
as pessoas de pele muito clara e aquelas com histórico da doença
na família”, destaca Dr. Gilvan Alves, membro da Sociedade Brasileira
de Dermatologia.
Líder absoluto entre os diversos tipos da doença, o câncer de
pele não melanoma – de menor letalidade - deverá atingir 115 mil
pessoas este ano no Brasil, de acordo com o Inca. “Somem-se a
esses os casos de melanoma – forma mais agressiva da doença, estimados
em 6 mil”, comenta o especialista.
Cuidados preventivos compõem o caminho para reduzir a incidência
da doença. “Pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia
evidenciou que 70% da população não se protegem adequadamente
do sol”, comenta Dr. Gilvan. Isso reflete, por exemplo, a ausência
da aplicação diária de filtro solar. “Devemos iniciar o uso do
filtro, com fator mínimo de proteção 15, na infância”, alerta.
Evitar a exposição solar entre 10h e 16h é outra medida impreterível.
No âmbito da detecção precoce, auto-examinar a pele é regra de
ouro. A verificação mensal combinada a uma visita anual ao dermatologista
reduz significativamente o risco de um diagnóstico tardio do câncer
de pele. “Para realizar o auto-exame de maneira adequada, é importante
escolher um local bem iluminado e dispor de um espelho grande
e outro de mão. Procure alterações em sinais e manchas de nascença
e o aparecimento de lesões. Cheque seu corpo de frente, de costas
e dos lados. Não se esqueça de observar as plantas do pé, o órgão
genital e couro cabeludo”, orienta Dr. Gilvan. Diante de qualquer
dúvida, a avaliação de um especialista é essencial.
CONFIRA O “ABCD” PARA DIFERENCIAR LESÕES BENIGNAS DAS
MALIGNAS:
A - ASSIMETRIA
Lesões benignas são simétricas, ou seja, suas metades são praticamente
iguais. Lesões malignas são assimétricas.
B - BORDA
Lesões benignas apresentam bordas regulares. As malignas são irregulares.
C - COR
Lesões benignas usualmente têm coloração marrom uniforme. As malignas
apresentam variadas tonalidades de marrom ou preto, além de tons
avermelhados, azulados e brancos.
D - DIÂMETRO
Lesões malignas normalmente são maiores que o diâmetro de um lápis.
Fonte: AthenaPress | Unidade do Grupo Athena